Recursos de Acessibilidade

Os recursos de acessibilidade são tecnologias, práticas, linguagens e conteúdos que contribuem para a garantia de acesso das pessoas com deficiência a bens e produtos culturais, serviços públicos, informações e conhecimento.

 

A seguir estão listados alguns recursos de acessibilidade que podem ser incorporados à programação, aos serviços e materiais disponibilizados pelas bibliotecas:

 

Braille: o sistema Braille vou adotado no Brasil, a partir de 1854, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant (IBC/MEC). Esse sistema foi inventado por Louis Braille em 1825. Trata-se de um sistema de leitura e escrita em alto relevo no qual pontos numa superfície lisa podem ser sentidos com o passar das pontas dos dedos. Baseia-se em 64 símbolos resultantes da combinação de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos. É também chamado de Código ou Sistema Braille.

 

Foto: Caracteres em Braille (Crédito: Ralph Aichinger) [Início da descrição da imagem] Fotografia de um papel ou cartolina com diversos caracteres em Braille demarcados. Predominam as cores gelo e cinza. [Final da descrição da imagem]

 

Recursos óticos: As pessoas com baixa visão podem utilizar tais recursos para auxiliar no processo de leitura de textos impressos ou em telas de equipamentos eletroeletrônicos e de informática. Um dos recursos é o alto contraste, que aumenta significativamente o contraste entre as cores e a diferenciação entre elas, o que facilita a leitura. O usuário pode escolher entre diversas combinações de cores de fontes e  fundo.  As mais usuais são: branco e preto, amarelo e azul turquesa, vermelho e verde. Outro recurso são os caracteres ampliados,  que permite aumentar o tamanho das letras até que ofereça maior conforto à leitura.

 

 

Libras: Para se comunicar muitas pessoas surdas e com deficiência auditiva fazem uso das línguas de sinais. Não existe uma língua de sinais universal. No Brasil, os surdos  utilizam a Libras, que é a abreviação para Língua Brasileira de Sinais. Ela foi regulamentada como a segunda língua oficial do país através da Lei 10.436/2002 e do Decreto 5.626/2005. Segundo a legislação, a Libras é a forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos.

 

Janela de Libras:  é um espaço delimitado, geralmente na parte inferior direita de uma imagem projetada. Ali, uma pessoa traduz em Libras o conteúdo e contexto do texto falado na transmissão. Este é um recurso utilizado em produtos audiovisuais tais como livros digitais, filmes, jogos e sites que possibilita à pessoa surda, ou com deficiência auditiva, o acesso às informações sonoras e textuais por meio  da interpretação na Língua Brasileira de Sinais.

 

Foto: Imagem ilustrativa de uma janela de Libras (Acervo: Mais Diferenças) [Início da descrição da imagem] Frame de um vídeo com legenda e interpretação para Língua Brasileira de Sinais. Ao fundo se destaca o detalhe de uma obra de arte. Ela é formada por arames entrelaçados na cor vermelha. Uma trama deles revolve uma pedra redonda e transparente. No canto inferior direito está um rapaz, que sinaliza para os surdos e pessoas com deficiência auditiva as informações relativas àquelas peça. [Final da descrição da imagem]

 

Audiodescrição: Este é um recurso importantíssimo para que as pessoas com deficiência visual e cegas tenham acesso às informações e ao contexto visual. Na audiodescrição faz-se a descrição de cenários, personagens, posições, formas, cores, situações, detalhes, etc., para que as pessoas que não enxergam ou possuem baixa visão tenham acesso às informações através de áudio. Nos produtos audiovisuais, ela é feita de maneira que possa ser colocada entre as falas e as narrações, não interferindo no som original.

 

 

Subtitulação ou legenda oculta (closed caption): As legendas normalmente apresentam os diálogos em formato de texto em telas de TV, cinema, computadores e outros suportes. Geralmente são direcionadas para audiências ouvintes de idiomas diferentes daqueles no qual a obra foi produzida. No entanto, para as pessoas surdas e com deficiência auditiva, este recurso não é suficiente, pois não descreve elementos narrativos não-verbais, como música e efeitos sonoros. Este tipo de descrição é encontrado nas legendas ocultas (closed caption), também chamadas de subtitulação ou legenda descritivas. Descrevem, além dos diálogos, situações do tipo “campainha tocando” ou “risos”.

 

Livro em áudio (audiolivro): é um livro em formato de áudio, também chamado de Livro Falado ou Audiobook. Normalmente é gravado em estúdio, lido de forma pausada e com interpretação, considerando o gênero literário e a faixa etária do público destinado. Pode contar com a utilização de efeitos sonoros e trilhas (músicas) que ajudam o ouvinte a simular melhor a atmosfera criada.

 

Livro em Braille: livro impresso em relevo a partir do sistema de leitura e escrita destinado a pessoas cegas por meio do tato. Sua escrita (Braille) é baseada na combinação de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, que permite a formação de 64 caracteres diferentes, que representam as letras, números, simbologia aritmética, fonética, musicografia e informática.

 

Livro em Braille e tinta: livro que apresenta dois tipos de leitura, a gráfica e a tátil, simultaneamente. Nesse caso, a fonte utilizada é ampliada. As publicações em tinta e braille para o público infantil apresentam, muitas vezes, elementos táteis às ilustrações e imagens.

 

Livro com fonte ampliada: livro impresso com fonte maior que as comumente encontradas, contando também com contraste de cores da fonte e do fundo. Os padrões de contraste ideal são letra preta sobre fundo branco, letra preta sobre fundo amarelo e letra amarela sobre fundo azul royal. Cores muito próximas ou em tons pastéis dificultam a visualização.

 

Livro digital Daisy: o livro digital DAISY (Digital Accessible Information System),  é um formato de arquivo digital, que como o próprio nome sugere, faz com que a informação disponível seja mais acessível às pessoas, beneficiando principalmente pessoas com deficiência visual. Os livros nesse formato podem ser lidos em voz sintética, voz gravada ou em texto, além de oferecerem uma série de vantagens para os usuários com deficiência visual. Entre elas destacam-se: facilidade na manipulação dos arquivos; possibilidade de ir diretamente para uma determinada página; navegar pelo índice do livro e ir direto a um capítulo ou seção específica; fazer anotações no livro; marcar um determinado trecho.

 

Livro Digital em Texto: livro cujo conteúdo está disponível em arquivos de computador, em formato que possa ser reconhecido por leitor de tela, sendo que todo o conteúdo gráfico e imagético deve ser descrito para que possa ser acessível.

 

Livro digital em Língua Brasileira de Sinais (Libras): livro cujo conteúdo é traduzido do português para a Libras por um intérprete. A tradução em Libras é gravada e acompanhada do texto do livro em português. Pode ser disponibilizado em DVD ou via internet.

 

Livro em leitura fácil: livro cujo conteúdo é caracterizado pela utilização de linguagem simples e direta, que geralmente aborda apenas uma ideia principal por frase, evita linguagem técnica e respeita uma estrutura clara e lógica. Além disso, imagens e pictogramas podem apoiar o texto para ampliar a compreensão, além de informações complementares sobre a obra, o autor, os personagens, etc.